terça-feira, 16 de agosto de 2011

Agentes penitenciários de SC realizam assembleia para reivindicar ajuste salarial


Servidores da Secretaria de Justiça e Cidadania realizaram uma assembléia geral, na tarde desta segunda-feira(11), em Florianópolis, para discutirem a nova campanha salarial da categoria – incorporação do abono, reposição das perdas, vale alimentação e melhores condições de trabalho. O encontro foi realizado na sede do Sintespe (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual) e pode culminar em uma greve geral da categoria.

A principal reivindicação dos trabalhadores é a incorporação do abono, de R$ 590. “Os funcionários que se aposentam, atualmente, perdem esse valor, que não é contabilizado à aposentadoria”, diz Wolney Chucre, agente penitenciário e diretor do Sintespe. A categoria também pede reajuste no vale alimentação, atualmente de R$ 6, que em 11 anos nunca teve reajuste.
Agentes reivindicam, ainda, melhores condições de trabalho e a contratação de pessoal. Atualmente o estado conta com 1.800 agentes prisionais e 400 agentes socioeducativos. “O ideal seria pelo menos o dobro”, diz Chucre.
Cerca de 80 funcionários, vindos das principais unidades prisionais do Estado, participaram do encontro.

Agentes socioeducativos reivindicam melhores condições de trabalho



Na reunião desta terça-feira (15/3/11), foi aprovado requerimento da comissão para ouvir estes representantes da categoria: o presidente e o vice do Sindicato dos Agentes Socioeducativos do Estado (Sindase), Marcelo Assis e Edilson Luiz; e o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Socioeducativo do Estado (Sindsisemg), Denilson Coelho.


Também na reunião, foi aprovado requerimento do deputado Sargento Rodrigues (PDT), para que sejam enviados ofícios ao governador e ao secretário de Estado de Defesa Social, solicitando empenho para atender às demandas desses servidores.


Entre as principais reivindicações da categoria estão: pagamento dos adicionais de local de trabalho e noturno, fornecimento de equipamento de proteção individual, porte de arma, vale-alimentação para todas as unidades, redução da superlotação nas unidades e abertura de concurso para agentes socioeducativos.


Sargento Rodrigues disse que, além do requerimento, vai propor ao secretário de Defesa Social, deputado Lafayette de Andrada (PSDB), uma reunião com a participação de deputados e de uma comissão com, no máximo, cinco agentes socioeducativos, para discutir as reivindicações.


O presidente do Sindase, Marcelo Assis, queixou-se da total ausência de equipamentos de proteção para os agentes. "Não temos escudos, capacetes para enfrentar rebeliões. Quando isso acontece, nos enrolarmos em colchões para proteger dos ataques dos menores". Ele denunciou que o Governo do Estado teria assediado moralmente os agentes, ameaçando de demissão todos que participam das manifestações.


O vice-presidente do Sindase, Edilson Luiz, reclamou das péssimas condições de trabalho dos agentes e dos riscos a que estão expostos. Segundo o sindicalista, vários deles já sofreram ameaça de morte por parte dos menores custodiados. Outros agentes teriam sido feridos por adolescentes infratores em tentativas de fuga. Ele defendeu o porte de arma para o agente se defender em situações limite, como na tentativa de resgate de menores que integram facções criminosas. "Sem uma arma, como o agente socioeducativo vai se defender em situações como essas?", questionou.


Também reclamando das precárias condições de trabalho da categoria, Denilson Coelho, do Sindsisemg, disse que foi obrigado a comprar uma algema para se proteger porque o Governo não forneceu esse equipamento fundamental para exercer a atividade. Ele denunciou que há "ratos do tamanho de cachorros passeando na unidade do Bairro Dom Bosco em Belo Horizonte", devido à sujeira no local. Criticou também a falta de apoio das polícias que não fornecem efetivo para escoltas externas. "O Estado está falhando na sua tarefa de ressocializar os menores porque não oferece condições de trabalho aos agentes", afirmou. Porte de armas é controverso


Ao comentar as falas dos sindicalistas, Sargento Rodrigues ressalvou que o porte de arma, na avaliação dele, só é necessário nas escoltas, "dentro da unidade, não". Em relação às outras solicitações, disse que conta com seu total apoio. Ele defendeu ainda a unificação da luta dos agentes socioeducativos com os outros agentes de segurança do Estado. Sobre o assédio moral denunciado por Marcelo Assis, Rodrigues informou que vai fazer contato com o secretário de Defesa Social para que não permita qualquer tipo de retaliação aos agentes.


O deputado Adelmo Carneiro Leão (PT) discordou da liberação de arma para os agentes socioeducativos. Dirigindo-se diretamente a eles, Adelmo disse "eu não votaria favoravelmente a armá-los", ressalvando que as demais reivindicações teriam seu apoio. O deputado condenou com veemência o suposto assédio moral a integrantes da categoria, qualificando-o como inconcebível. E disse, ao final que a situação caótica trazida pelos sindicalistas tornava necessária a convocação do Governo para prestar esclarecimentos.


O deputado Carlin Moura (PCdoB) afirmou que o momento atual é o mais adequado para encaminhar as reivindicações ao Governo do Estado, pois este teria reconhecido que tem uma grande dívida com os servidores públicos.


De acordo com o parlamentar, o Estado refez suas contas e viu que há uma folga no orçamento para gastos com folha de pagamento. No cálculo anterior, eram gastos cerca de 47% com a folha, ultrapassando o limite estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal; e pela nova contagem, esse gasto atinge apenas 37%.

Apesar de reconhecer a necessidade de melhorias no atendimento ao menor infrator, o deputado Cássio Soares (PRTB) defendeu o governo, afirmando que, se hoje há poucas ações nessa área, antes de 2003, não havia nada. Uma das medidas destacadas foi a criação de centro socioeducativos nas cidades-polo. Ele citou também os investimentos crescentes na segurança pública, que em 2003 eram de R$ 17 milhões e em 2009 atingiram R$ 550 milhões. Na avaliação de Cássio, o governo certamente vai ouvir as reivindicações e tentar viabilizá-las. Comissão aprova requerimentos Ainda na reunião, foram aprovados outros requerimentos de deputados. Tenente Lúcio requereu duas visitas técnicas para verificar as condições da cadeia pública de Monte Carmelo e do Centro Socioeducativo de Uberlândia. Presenças - Deputados João Leite (PSDB), presidente; deputada Maria Tereza Lara (PT), vice; e deputados Sargento Rodrigues (PDT), Cássio Soares (PRTB), Tenente Lúcio (PDT), Carlim Moura (PCdoB), Adelmo Carneiro Leão (PT).

Internos da Unis fazem rebelião, tentam fugir e ferem agentes



Adolescentes da Unidade de Internação Provisória (Unis), em Cariacica, fizeram uma rebelião na noite de segunda-feira (25). Houve tentativa de fuga e dois agentes sócio-educativos ficaram feridos. Pelo menos 40 dos 400 internos participaram do motim. Houve confronto entre os adolescentes e agentes que evitaram a fuga. Dois servidores foram feridos com pedradas e golpes de barras de ferro. Quando os internos desceram com barras de ferro para arrebentar o último cadeado, agentes externos conseguiram conter. Dois ficaram feridos e um deles foi atendido no hospital da unidade.
Através de uma carta, agentes sócio-educativos que trabalham na unidade denunciam as condições precárias de trabalho. "Os agentes que trabalham na intervenção não têm escudos porque estão todos quebrados, assim como os capacetes”, disse um servidor que não quis ser identificado.
De acordo com o agente, a direção da instituição se preocupa com outros itens e os equipamentos de segurança são deixados de lado. “Eles ficam se preocupando com roupa porque os internos não podem ver a gente de preto. Tem que ser azul, verde ou rosa. Essa é a realidade lá dentro”, completou o servidor.
O Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo (Iases) informou que as ocorrências envolvendo internos e funcionários são registradas para apuração dos fatos, identificação de eventuais falhas e providências em esfera criminal.
O órgão ressalta que vem investindo na capacitação profissional e estruturação nas unidades. O Iases afirma que tem interesse em apurar as denúncias e pede para que os servidores procurem a direção da unidade ou a corregedoria para que sejam tomadas as providências cabíveis, sendo preservada a identidade do denunciante.

Menores: Facção criminosa ameaça "eliminar" agentes de segurança

A Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) está se tornando palco de grandes manifestações por reajustes salariais. Na manhã desta terça-feira (10), aproximadamente cento e cinqüenta servidores do Sistema Sócio Educativo do Acre lotaram as dependências da Aleac em protesto por melhores condições de trabalho.

Fazendo muito barulho e em posse de faixas, a categoria pedia as mesmas garantias dos profissionais do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen).


O presidente do Sindicato dos Técnicos e Agentes em Ações Sócio Educativas (Sintase), Betho Calixto, denuncia que servidores estariam trabalhando sem receber direitos trabalhistas como o adicional noturno, de titularidade e insalubridade.


Revoltados, os trabalhadores reivindicavam ainda fardamento digno e porte de arma, já que segundo eles constantemente os servidores sofrem ameaças de morte por parte de menores infratores que não aceitam as normas internas impostas pelo Instituto de Sócio Educativo (ISE) no cumprimento das medidas sócio educativas.


Betho Calixto denunciou que menores infratores com dificuldade de se enquadrar têm anunciado a organização de uma facção criminosa para eliminar agentes sócio educativos.


A Mesa Diretora da Aleac solicitou a formação de uma comissão composta por dez servidores para ouvir as reivindicações da categoria.


Após longa reunião, os parlamentares manifestaram apoio a categoria e assumiram o compromisso de formular um requerimento para que os servidores sejam incluídos no calendário de negociações do governo.




Agente denuncia falta de efetivo em unidades socioeducativas

A sequência de fugas e tentativas de fugas das unidades socioeducativas do Acre levou alguns agentes a se mobilizar e denunciar a falta de pessoal e segurança. Em e-mail enviado às redações da TV Gazeta e Agazeta.net, um deles denunciou o medo dos profissionais por conta da violência dos jovens infratores.
De acordo com o agente, que prefere não se identificar, no momento da tentativa de fuga da última quarta-feira, 8, havia apenas três agentes para cuidar de 16 internos no campo de futebol da Unidade Aquiry.
Outra deficiência era a ausência de policiais militares nas guaritas. A escala do momento da tentativa de fuga contava com ao menos nove agentes para cuidar de mais de 50 menores.
Segundo o relato, agentes e outros servidores foram agredidos fisicamente pelos jovens. Eles usaram pedaços de madeira arrancados das cadeiras das salas de aula. Outra arma usada, conforme a testemunha, foram pedaços de ferros arrancados de tampas de esgotos.
Para obtê-las, os jovens teriam quebrado o concreto jogando contra o chão. “O pior não aconteceu pois a polícia chegou a tempo”, diz o e-mail.
O agente denuncia a falta de profissionais nos institutos e a ausência da Polícia Militar. Ele afirma que a presidência do Instituto Socioeducativo tem conhecimento das ineficiências.
De acordo com Dimas Sandas, presidente do órgão, a proporção de agentes por internos no Acre atende ao padrão nacional de um por cinco. Contudo, ele reconhece que em algumas ocasiões essa proporcionalidade não é atendida pelo grande número de jovens internados.
Segundo ele, o instituto passa por um processo de consolidação de seu quadro de agentes. As unidades eram cuidadas por profissionais do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
Sobre a presença da Polícia Militar, Sandas disse que já há acordo com o comando para que policiais voltem a cuidar das unidades. O presidente declara que o número de PMs foi reduzido para reforçar a presença policial nas ruas.

“Fiquem tranquilos” Evandro Leitão para os funcionários do Semi Liberdade de Iguatu

O Secretário Evandro Leitão mandou o seu recado para os funcionários do Semi Liberdade de Iguatu, “ fiquem tranqüilos apenas isso, fiquem tranqüilos” disse o mesmo.
Para quem acompanhava o evento teve uma percepção de que se havia alguém  com boatos sobre saída de funcionários da unidade, pelo jeito foi completamente desmentido na solenidade.

Preço dos combustíveis está mais caro no Ceará; gasolina passa de R$ 3



Em alguns postos de Limoeiro do Norte o litro de gasolina custa R$ 3,090.
Preço da gasolina variou entre R$ 2,691 e R$ 2,660 em dois meses.


O preço médio do etanol no Ceará sobe pela oitava seguida semana seguida e é vendido a R$ 2,159 o litro, de acordo com a pesquisa semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O estudo pesquisou o preço em 70 postos de combustíveis da cidade e aferiu preços entre R$ 2,040 e R$ 2,290 para o litro de etanol na capital cearense.
Os municípios com o preço mais alto do álcool combustível são Crateús (R$ 2,396), Sobral (R$ 2,359) e Quixadá (R$ 2,355).
Já o preço médio da gasolina caiu em Fortaleza e demais cidades do Ceará em relação à anterior, de R$ 2,673 para R$ 2,660. Em Fortaleza, o preço do litro de gasolina varia entre R$ 2,599 e R$ 2,799. Em Limoeiro do Norte há postos cujo preço ultrapassaram os R$ 3 e são vendidos R$ 3,090. Em Crateús e Ipu há postos vendendo o litro de gasolina por R$ 2,990.
Segundo a ANP, a opção por gasolina é economicamente mais viável para os proprietários de carro flex no Ceará.